Tecnologia versus didáticas de ensino tradicionais

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O uso de novas tecnologias em sala de aula tem sido foco de algumas reflexões por parte dos docentes mais tradicionais. Ao mesmo tempo em que alguns deles sabem que as tecnologias vêm para somar no cotidiano escolar, alguns ainda resistem ao uso da tecnologia em suas aulas, causando um abismo no relacionamento com seus alunos.

Cada dia mais, o livro-texto ou o professor conteudista vem sendo substituídos pelo uso de novas tecnologias, que permitem maior interatividade e melhor aprendizagem a uma geração, que já nasceu mergulhada na era digital.

Os jovens estão acostumados a usar a tecnologia em larga escala em seu dia a dia, e a falta dela nas aulas faz com que alguns sintam-se desmotivados, contribuindo por vezes, para a evasão escolar.

Conflito ou solução?

Alguns professores resistem à ideia do uso de tecnologias, sob a afirmação de que elas tomariam o lugar de outros materiais, que são importantes para a formação completa dos alunos.

Mas o que estes docentes precisam avaliar é que não se trata de substituir completamente o material físico das disciplinas por outros de caráter virtual, mas de fazer com que a tecnologia e a tradição caminhem lado a lado para o benefício próprio dos alunos. Não se pode esquecer também, que os maiores recursos da aprendizagem continuam sendo o aluno e o professor. E utilizar tecnologias de forma correta é uma boa forma de estreitar esses laços.

Alguns afirmam ainda que o uso de novas tecnologias quando aliado com a tecnologia trará um conflito interno aos estudantes, deixando-os confusos sobre qual opção é mais válida.

Esquecem-se estes docentes, que o jovem dessa geração já nasceu em um período onde o excesso de informação, é coisa corriqueira, e ter um perfil multitarefa é extremamente comum entre eles.

Quebrando tabus

É necessário que o preconceito gerado pela implantação de sistemas tecnológicos em sala de aula deixe de existir, e isso só será possível, quando os professores tiverem acesso à cursos de capacitação e reciclagem, em que estejam em contato íntimo com tecnologias educacionais, para só então, poder escolher em que nível elas se encaixam em suas aulas.

O papel do educador, nesse ambiente em que inovações aparecem a todo momento em sala de aula, é de ser um mediador do conhecimento.  Talvez por isso, alguns ainda não tenham a confiança necessária para dar espaço para essas tecnologias. Acabou-se a imagem do professor detentor de todo o conhecimento. Agora o aluno tem acesso instantâneo a diversas fontes de informação, tendo maior facilidade na busca pelo conhecimento.

Ao acabar com tabus sobre a implantação da tecnologia em sala de aula, os conflitos sobre sua utilidade acabarão, pois o educador saberá exatamente em qual momento poderá utilizar recursos tecnológicos compartilhados com sua didática e em qual momento um ou outro deverão caminhar sozinhos.


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