Os modelos participativo e diretivo de Gestão Escolar

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A administração possui dois modelos de gestão que podem ser aplicados em qualquer grupo, incluindo as instituições de ensino: a administração diretiva e a administração participativa.

Tais modelos são muito distintos entre si. A diretiva consiste em utilizar a autoridade para conseguir disciplina do grupo. A administração nesse caso é centralizada e hierarquizada onde não se deve questionar a autoridade máxima e a coerção é utilizada. Esse modelo é geralmente criticado como ineficiente e frágil, além de sempre gerar insatisfação por parte dos colaboradores.

Já a participativa, valoriza a capacidade dos colaboradores de decisão e resolução de problemas. Ela consiste em deixar que os funcionários contribuam para a administração do grupo, o que cria um sentimento de satisfação e motivação.

Não é porque existem críticas a um ou outro modelo que um seja melhor que o outro. Na verdade, cada tipo de empresa, mesmo as da área de educação, precisa escolher o tipo que se adapte melhor às suas regras ou tradições. Alguns grupos necessitam de uma hierarquia bem definida e um chefe para que o trabalho flua, outros preferem adotar o método participativo e, dessa maneira, conseguem maximizar o desempenho.

No entanto, é importante notar que o tipo diretivo costuma ter uma maior tendência ao autoritarismo. Isso não é interessante para o grupo, já que os colaboradores podem ficar desmotivados, fatigados e apresentar sinais como absenteísmo e falta de qualidade no trabalho.

O tipo participativo também possui problemas. Ele precisa de um ótimo sistema de regras para funcionar bem. Os funcionários devem ser incentivados a participar da vida administrativa da empresa, caso contrário, é possível que os colaboradores não se sintam motivados a envolver-se. Uma boa comunicação também é decisiva para esse tipo de modelo.

Para mudar do tipo diretivo para o participativo deve haver atenção na reestruturação da hierarquia que realizam. Muitas instituições de tipo diretivo possuem hierarquia centralizada e precisam reestruturá-la para conter as possibilidades do modelo participativo.


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