O ensino e a geração Y – Desafios em sala de aula

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Você já ouviu falar em Generation Gap? Essa palavra vem a cada dia sendo mais usada no meio acadêmico, e significa o abismo tecnológico existente entre as gerações que chegam atualmente à academia, no auge dos seus 17 a 20 anos, e que cresceu mergulhada em um ambiente altamente tecnológico, e seus professores, que acompanharam o surgimento e evolução da informática, e algumas vezes não tem o completo domínio das ferramentas digitais.

O que a Geração do milênio ou geração da Internet encontra, ao chegar no ambiente acadêmico são métodos de ensino completamente tradicionais, que acabam por espantar esse público, sempre sedento de novas informações. Esse abismo tecnológico tem desafiado professores dos mais diversos níveis de ensino a repensar as suas práticas didáticas.

Desafios no aprendizado

A geração Y apresenta jovens que têm características como a tolerância, que têm espírito empreendedor e que são altamente sociáveis. Características que podem ser exploradas pelo professor com muita facilidade em suas atividades.

Porém, o jovem da geração da Internet, em sua maioria, não responde bem aos métodos tradicionais de ensino, o que traz alguns desafios para a prática docente atual.

  • Dinamizar os métodos de ensino: os jovens estão acostumados a um ambiente em que vídeo, música e texto “pipocam” na tela de seu celular constantemente. Aulas sem recursos didáticos tecnológicos, tendem a afastar os estudantes. Incorporar mensagens de texto, voz, fotografias e vídeos no cotidiano da sala de aula, parece ser um bom caminho para atrair a atenção dos jovens.
  • Multitarefas: já reparou o quanto os jovens estão conectados em diversas coisas ao mesmo tempo? Eles conseguem acessar o celular e o computador, e possivelmente conversar com alguém enquanto realizam essas tarefas. E é aí que a escola pode pecar: não dá para utilizar modelos únicos, que exijam atenção exclusiva, para quem cresceu sendo multitarefa. Se essa geração desenvolveu a capacidade de fazer mais de uma tarefa por vez, que tal explorar esse potencial, ao invés de se perguntar se o estudante consegue fazer as tarefas com a mesma atenção que você? Delegue tarefas múltiplas, que possam ser aliadas ao mesmo tempo, para estimular este estudante. A resposta pode ser muito positiva.
  • Ensino à distância: os estudantes estão cada vez mais optando pelo ensino à distância, pela facilidade de controlar o seu tempo de estudo e os métodos com os quais têm maior facilidade, como vídeoaulas ou áudios por exemplo. De olho nessa nova tendência, cada vez mais instituições de ensino têm optado pelos cursos não presenciais ou semipresenciais. Se o ensino à distância faz tanto sucesso entre eles por qual razão não fazer uma página em uma rede social, ou um grupo para troca de mensagens instantâneas relacionado à sua disciplina? Tornar-se sempre presente na vida do estudante é uma excelente saída para dinamizar o estudo.
  • Jogos e desafios: considerando que essa nova geração tem cada vez mais tempo em contato com jogos e videogames, a sua capacidade de combinar habilidades visuais e espaciais foi melhorada, o que pode ser uma arma para o educador. Estimular o pensamento através de jogos e desafios de raciocínio lógico pode estimular os alunos a novas descobertas.
  • Imediatismo: o jovem da geração do milênio tem o mundo em suas mãos com somente um clique ou um toque no celular. Isso faz com que eles sejam mais imediatistas e deem mais valor a conquistas menores, ao invés de aguardar algum tempo “acumulando pontos” para uma recompensa maior. Para estimular o interesse, o melhor a se fazer é propor pequenos desafios, de conquistas imediatas, que deixem sempre o estudante comprometido com a sua disciplina.

É realmente necessário mudar a abordagem com a geração Y?

Alguns professores ainda resistem à ideia de que a geração Y precise de necessidades adaptadas de aprendizagem. Estes criticam a ideia de que com o surgimento dessa geração, tudo tornou-se obsoleto. Alguns professores, mais jovens, foram criados no começo da geração Y, e foram ensinados ainda pelos métodos tradicionais de ensino.

Para evitar o rompimento completo das práticas educacionais tradicionais, talvez o melhor seja que as novas tecnologias estejam aliadas com o ensino tradicional, para fazer com que o estudante possa também sair da sua zona de conforto e enxergar a diversidade que diferentes métodos educativos podem oferecer.


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