Como evitar a rotatividade de professores?

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A alta rotatividade de professores é uma das pedras no caminho de quem procura promover uma educação de qualidade, seja na esfera pública ou particular. O foco do ensino é e sempre será o aluno, pois através da sua aprendizagem é que pode- se avaliar se os projetos, planos e medidas pedagógicas, tomadas no âmbito da escola, estão realmente surtindo efeito.

O ambiente escolar no Brasil, principalmente o público, está permeado de situações e condições de trabalho que o torna prejudicial à saúde de qualquer profissional docente. Infraestrutura precária, gestão ineficiente, violência e problemas de relacionamento são algumas das situações que tornam o trabalho do professor neste país um fardo carregado a contragosto. Essa mudança constante de professores resulta em uma perda de rendimento e qualidade no ensino e consequente aumento do desinteresse por parte dos estudantes nas aulas.

A rotatividade ou mudança frequente de professores dificulta que se estabeleça uma relação de amizade, companheirismo e respeito junto ao estudante. Isso resulta na perda da continuidade da linha pedagógica de ensino, com a qual os discentes já estavam acostumados e há uma quebra indevida no trabalho desenvolvido. Um novo professor levará certo tempo para restabelecer a conexão com a turma, engajando e consolidando seu estilo próprio e metodologia de trabalho.

Segundo matéria publicada no site http://gestaoescolar.abril.com.br/, são diversos os motivos para que um docente desista da sala de aula, entre eles salário, localização, recursos disponíveis e perfil da instituição. Percebe-se que, certas condições são imprescindíveis para que um profissional docente queira entrar ou permanecer em uma determinada instituição de ensino. O texto ainda afirma que: “Tornar a escola um espaço acolhedor e favorável à aprendizagem é uma boa maneira de atrair e fidelizar o educador”, os gestores pedagógicos devem estar cientes de que o professor é ferramenta fundamental no processo educativo e todas as propostas de melhorias da educação devem englobá-lo como elemento chave para o desenvolvimento pleno.

Combater a alta rotatividade de professores é uma medida que se faz necessária nestes tempos turbulentos. Um artigo de Heloísa Luck – doutora em Educação pela Universidade Columbia e pós doutora em Pesquisa e Ensino Superior pela Universidade de George – expõe cinco ações que promovem a redução desse problema nas escolas. São eles: garantir boas condições de trabalho; valorizar o trabalho do professor; investir em equipes docentes, ficar de olho nos projetos pessoais de cada professor e preservar os momentos de lazer na escola.

Se, para uma empresa, começar do zero toda a vez que sai um funcionário é um transtorno, para a escola é ainda pior, pois a ação interfere diretamente na qualidade do ensino e aprendizagem dos alunos. Além do tempo para recrutar um novo professor, o planejamento escolar fica comprometido pela necessidade de adaptação à continuidade do plano de aula. O passo principal para que isso não se torne rotina é, sem dúvida, que a pessoa seja bem recebida em seu ambiente de trabalho, tenha liberdade para executar projetos, sinta-se valorizada, além de receber uma remuneração adequada. Boas condições de trabalho certamente fazem com que o profissional repense a alternativa de transferência ou busca por uma nova oportunidade, minimizando assim, a alta rotatividade nesta profissão.


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