Como construir uma escola atrativa ao estudante

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Atualmente o estudante tem grande acesso à informação e há preocupações cada vez maiores quanto à evasão, que é crescente nas escolas por todo o país.

Para tentar frear a evasão, e construir um local onde o estudante possa se sentir mais à vontade e feliz, foi criado o Movimento da Escola Moderna, que é alicerçado nas ideias pedagógicas do francês Célestin Freinet, que desejava uma escola democrática, onde o aluno fosse o protagonista da escola, o seu foco principal.

As ideias da Escola Moderna muito se assemelham às do pedagogo brasileiro, Paulo Freire. Sua pedagogia também tinha foco no aluno, e em suas necessidades.

O movimento está baseado em valores como solidariedade, autonomia e responsabilidade e pretende construir, com a ajuda dos professores integrantes, uma formação mais democrática para seus alunos, visando também melhorar o seu desenvolvimento sócio moral. Para o movimento, os alunos também devem fazer parte do planejamento de atividades e da gestão escolar, trabalhando juntamente com os gestores e professores, para a construção de um ambiente baseado em suas necessidades.

Desse modo, o estudante pode colaborar para a melhoria do ambiente escolar, ao mesmo tempo em que trabalha e desenvolve as suas competências. Trabalhando nestes moldes, o movimento consegue formar cidadãos conscientes e que entendem perfeitamente os processos democráticos.

É o resumo perfeito do ambiente escolar que realmente forma cidadãos críticos e que se importem com os processos educacionais. Ao ajudar a construir tais processos, os estudantes se envolvem e acabam recuperando o gosto pela escola. É interessante ver que instituições que seguem o modelo do Movimento da Escola Moderna pouco sofrem com a evasão.

Um exemplo vivo

Um dos exemplos de escolas nos moldes do Movimento da Escola Moderna, é a Escola da Ponte, localizada em Portugal. A escola inclusive é citada como referência em diversos países, incluindo o Brasil. Seu lema é “Tentar fazer crianças felizes” e aposta na autonomia dos alunos e dos professores. Todos são responsáveis pela construção do projeto educativo da escola.

Outra característica interessante da Escola da Ponte é que seu espaço físico não possui paredes internas que separem os estudantes por séries ou idades. Ela também não segue o sistema tradicional, que separa (e segundo ela segrega) os estudantes em ciclos.

A única organização que existe é na área de interesse de cada um: os alunos estudam juntos de acordo com os seus interesses em comum, independentemente da idade que tiverem.

O projeto da escola surgiu no ano de 1976, liderado pelo Pedagogo José Pacheco, que mais tarde, entregou a escola à gestão da comunidade local, constituída de assembleia de estudantes. Assim, a escola continua com o aspecto de global, sem ter um líder. Uma escola de todos, feita para todos.


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